A atividade agropecuária tem uma enorme importância para a economia brasileira e desempenha um papel fundamental na retomada do crescimento, após um momento de crise. A qualidade dos produtos nacionais — reconhecidos mundialmente — e a alta produtividade nas fazendas devem muito à chegada da tecnologia no campo e uma das estratégias que tem impulsionado o setor é o uso de drone para agricultura.

Quem deseja se inserir ou garantir o seu lugar no mercado precisa estar atento às novidades e não ter receio das mudanças, já que a tecnologia vem para facilitar e otimizar os processos, aumentando significativamente a produtividade. Marcelo Chiapetta, engenheiro agrônomo e produtor rural adepto dos drones, sabe disso e afirma: “A maioria dos agricultores são empreendedores natos e, como tais, toda hora temos que melhorar e inovar”.

Mas o que é e como funciona essa tecnologia? Como o emprego de drone para agricultura e pecuária pode alavancar o seu negócio? Para esclarecer essas dúvidas elaboramos este artigo especialmente para você. Acompanhe!

O que é um drone e como ele funciona?

Também conhecido como Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), o drone é um aparelho comandado à distância por meio de radiofrequência (controle remoto), sem a necessidade de um piloto embarcado. Originalmente criado com propósitos militares, hoje a aeronave pode ser adquirida por qualquer pessoa tendo fins recreativos, comerciais, corporativos e experimentais.

Os modelos são variáveis, mas se assemelham a mini-helicópteros. Eduardo da Costa Goerl, fundador da Arpac, fabricante de drone para agricultura, explica: “A ideia é que ele seja o mais simples possível para o operador. No computador, é determinada a área e o plano de voo sai pronto. É só enviar o comando e toda a navegação é automática. Não é preciso fazer pouso, decolagem nem manobra. O produtor clica, o drone vai e volta”.

Quais as vantagens de usar drone para agricultura?

O benefício imediato é a economia. Além da própria implantação do drone nas atividades da fazenda ser muito menos custosa que máquinas agrícolas ou aviões, ele possibilita uma maior rentabilidade devido ao uso racional dos recursos. E como isso acontece? Por causa da alta precisão das imagens captadas pelo aparelho, é possível identificar os focos de seca e de infestação de pragas, entre outros problemas.

Com isso, os contratempos são resolvidos de maneira muito mais eficiente e pontual, sem a aplicação de defensores químicos em áreas desnecessárias, por exemplo. O acesso a regiões remotas da propriedade é facilitado, fazendo com que as devidas precauções sejam tomadas com uma rapidez espantosa.

Dessa maneira, há uma considerável redução nos impactos ao meio ambiente, uma vez que os recursos são utilizados de maneira racional (evitando desperdícios e excessos) e, também, porque os fertilizantes e agrotóxicos permanecem por muito menos tempo no solo.

Drones são muito versáteis, podendo ser empregados em diversas etapas da cadeia produtiva agropecuária. Veja alguns usos:

1. Análise da plantação

As imagens capturadas em 3D permitem o produtor analisar a lavoura de maneira global e, assim, agir de forma pontual. A resolução das imagens possibilita a identificação de pragas e doenças, falhas no plantio, excesso ou escassez de irrigação etc.

2. Demarcação do plantio e acompanhamento da safra

Devido à alta visão, é possível detectar as áreas mais propícias à semeadura. Existem dispositivos que permitem o lançamento das sementes no solo já preparado. Além disso, com o sobrevoo frequente o produtor tem condições de acompanhar a plantação comparando as imagens no computador. Assim, se reduz um dos grandes desafios da agricultura: o monitoramento de áreas improdutivas.

3. Pulverização

O uso do drone para agricultura na etapa da pulverização é muito vantajoso. Para a aplicação de produtos químicos, o aparelho permite uma ação mais exata e altamente responsiva — a infestação é percebida e sanada em caráter quase emergencial, como afirma Eduardo Goerl. Além disso, o drone garante mais segurança, pois, com ele, nenhum trabalhador é exposto a agrotóxicos e os riscos de acidentes no sobrevoo de aviões são eliminados.

É possível, também, fazer a pulverização biológica. Nesse processo, os ovos de insetos específicos (predadores naturais das pragas) são lançados diretamente no cultivo.

Nos dois tipos de pulverização o uso do drone é uma excelente estratégia, pois ele chega mais perto da plantação. Logo, mais acurácia nas aplicações implica em menos desperdício de insumos e mais economia ao produtor.

4. Controle do rebanho e de pastagens

A visão nas alturas possibilita que o produtor tenha o total controle sobre a situação das pastagens, quais regiões estão boas para uso e quais devem ser manejadas. Além disso, o drone facilita a supervisão do rebanho na contagem de animais e na procura por indivíduos perdidos.

Algumas fazendas utilizam o drone, inclusive, para tocar a boiada. Porém, essa prática não é muito recomendada pelos especialistas em bem-estar animal, pois a aeronave pode assustar e estressar o gado, prejudicando a sua produtividade.

5. Segurança da propriedade

Por serem pequenos e ágeis, os drones também podem ser utilizados na vigilância da propriedade. As grandes extensões podem ser facilmente monitoradas, principalmente as divisas da fazenda (regiões mais vulneráveis).

A tecnologia como aliada do produtor

O sucesso da atividade agropecuária nacional é mérito do produtor brasileiro, que percebeu o quão vantajoso é o investimento em tecnologia. A modernização das etapas da cadeia produtiva é responsável pelo uso inteligente dos recursos — prática que evita desperdícios e, consequentemente, impulsiona o negócio.

Marcelo Chiapetta reforça: “A informação disponível é muito dinâmica, vem em tempo real e isso ajuda no controle e na tomada de decisão. O nosso objetivo é ampliar a lucratividade, focando sempre na redução do custo da produção e no aumento da produtividade. Onde pudermos aplicar a tecnologia como auxílio para elevar a rentabilidade, vamos utilizar”.

Cabe ressaltar que o uso dos drones está sujeito a normas que criam condições para que as aeronaves sejam operadas com ética e segurança. No Brasil, o controle é feito pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e o seu regulamento entrou em vigor em 2017.

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