As cercas rurais de arame (farpado ou liso) são as mais comuns nas diferentes regiões do país. Elas são usadas para delimitar territorialmente grandes extensões de terra, cercar pastagens e plantações, fazer o manejo de animais na pecuária e até garantir a segurança e o controle de acesso em propriedades privadas.

Quando guardam animais, os variados formatos, qualidades e alturas têm relação com a espécie que será colocada no local. Além disso, a escolha correta do tipo de arame para a construção de cercas rurais pode afetar a eficiência e os custos de produção.

Portanto, é essencial conhecer as características desse insumo para alocá-lo de acordo com a atividade a ser exercida. Vários aspectos devem ser avaliados para que seja feita a melhor escolha, como diâmetro, galvanização e carga de ruptura ou resistência à tração.

Há, ainda, muitos outros fatores a serem analisados. Quer saber mais sobre como construir cercas rurais eficientes? Neste post, reunimos 5 passos que merecem atenção durante o processo. Venha com a gente!

1. Conheça a geografia do local

É fundamental conhecer a geografia do local (bem como o perímetro exato) que vai ser cercado. Isso porque, antes mesmo de começar o trabalho de construir uma cerca rural, o fazendeiro precisa saber que quem determina onde ela vai ser instalada é a água.

A partir dessa geografia, é possível definir onde vão ficar os bebedouros para os animais e as demais áreas. Ou seja: é onde passa a água que a cerca também deve passar. 

Outro fator importante é a declividade. Para terrenos planos, é recomendável usar o arame liso, que pode ser estirado em longas distâncias; já em áreas com declive, o farpado permite construir curvas e desníveis sem comprometer a qualidade.

Além disso, se a terra for às margens de uma rodovia ou próxima a áreas urbanas, por exemplo, é indicado que se entre em contato com a prefeitura do município. Verifique se há a passagem de estrutura de serviços públicos da cidade nos locais onde se pretende cavar para colocar os mourões.

2. Defina o tipo de manejo

O próximo passo a ser dado é a determinação do tipo de manejo que vai ser colocado em prática nesse local.

Manejo intensivo (pastejo rotacionado)

Essa opção é usada quando se tem alta intensidade de animais. Assim, pense na área de pastagem como uma pizza, em que cada fatia é dividida por uma cerca. Quando o gado termina uma, ele passa para a próxima, em um processo que dura de 3 a 4 dias.

Quando os animais voltam para a primeira fatia, o pasto já está crescido e em condições de ser consumido de novo. Esse tipo de manejo vem se tornando tendência porque o gado ganha peso mais rápido, já que sempre come capim de boa qualidade.

Sem essas divisões, por outro lado, os animais ficam em um processo seletivo e consomem um único tipo de capim. Quanto se opta pelo manejo intensivo, portanto, é possível oferecer mais qualidade para qualquer categoria de animal.

Manejo extensivo

O manejo extensivo ocorre quando o pasto é grande e o fazendeiro deixa os animais consumirem o capim da forma como eles querem. Isso pode ocasionar o efeito “boi sanfona”: na época das chuvas, ele engorda, mas, na seca, emagrece. Nesse sistema, a oferta de pasto é pequena.

Com tal método, o produtor pode acabar no prejuízo. Em uma área com 500 animais, por exemplo, se o pasto é mais bem dividido, é possível ter um maior controle e manter a qualidade daquilo que é consumido.

3. Escolha o tipo de arame

O passo seguinte é a definição do tipo de arame a ser usado na construção da cerca. Para tanto, é preciso saber qual tipo vai ser instalado.

Em uma cerca convencional, normalmente com cinco fios, é recomendável utilizar arames ovalados de alta resistência.

Já a cerca elétrica, por ser uma barreira psicológica para o animal, pode ter menos arame. Por isso, é preciso que seja construída com atenção, para que funcione da melhor maneira.

A conservação de arames lisos é assegurada por camadas de galvanização, que os protegem da corrosão. Isso é especialmente importante em ambientes agressivos, como regiões litorâneas, que tenham alagamentos, recebam chuva ácida ou nas quais há a constante aplicação de adubos e defensivos agrícolas.

Arame liso ou farpado

Em geral, os arames farpados suportam cargas entre 250 e 350 kgf. Os lisos, por outro lado, aceitam cargas maiores, de até 700 kgf, e são mais indicados para cercas de contenção do gado.

Se a cerca for destinada à produção de animais de pequeno porte, deve suportar até 400 kgf. Para animais adultos, o recomendável é o arame com capacidade de, aproximadamente, 700 kgf.

Qualidade do material

Uma das preocupações mais importantes é em relação à qualidade do material usado na construção de cercas rurais. Com o avanço tecnológico, é possível ter opções que duram mais por um investimento não muito maior.

Quando se trata de cercas elétricas, tal cuidado faz muita diferença. Isso porque esse tipo de cerca não permite improvisos: se o material não tiver a excelência necessária e comprovada, o sistema não terá o desempenho necessário para fazer a contenção do gado.

É importante, ainda, considerar o número de fios e o espaçamento entre eles. Essas características devem ser direcionadas pela espécie, pela taxa de lotação e pelo peso dos animais.

4. Avalie se as cercas são definitivas ou temporárias

Para delimitar propriedades ou fazer divisões internas permanentes, são usadas as cercas definitivas. Nessa modalidade, é preciso usar arames com grande resistência a rupturas.

As cercas temporárias servem para outras finalidades, como limitar o acesso a uma área específica ou proteger a criação de barrancos, erosões e plantações temporárias. Elas podem ser mantidas por meses ou anos, mas a instalação deve ser de fácil desmontagem — assim, é possível reaproveitar os materiais.

Uma boa opção para aumentar a praticidade é utilizar Poste Y, vareta plástica e fio eletroplástico na construção dessas cercas. 

5. Procure por uma empresa experiente

Depois de analisar todos esses aspectos, é preciso ter um bom planejamento. Afinal, a construção de cercas rurais deve garantir a eficiência. Nesse caso, a melhor alternativa é contratar uma empresa ou um cerqueiro experiente nesse tipo de obra.

A Taura tem alguns diferenciais importantes: produz arames com alto teor de carbono, o que faz com que eles sejam mais finos, leves, maleáveis e, ainda assim, tenham o mesmo desempenho dos modelos mais espessos do mercado. Essas características fazem o trabalho ser muito mais fácil e rápido (e o gasto com mão de obra, menor). 

Além disso, um diferencial exclusivo da empresa é o cuidado com a embalagem. Essa proteção garante que as propriedades do arame não sejam gastas no transporte e no armazenamento, ao passo que a tripla galvanização é colocada em uso apenas quando a cerca está pronta.

Ficou interessado em saber mais sobre a construção de cercas rurais? Entre em contato com a gente e saiba como podemos ajudá-lo!