Quem trabalha no setor agropecuário sabe como é muito importante aplicar técnicas eficientes que ajudam a obtenção de resultados positivos e o retorno sobre os investimentos. Nessas horas, é fundamental se preocupar com o bem-estar dos funcionários e, principalmente, dos animais da fazenda.

Quem faz um manejo de gado racional sem estresse consegue melhorar o ambiente de trabalho para todos os envolvidos e atender às demandas do mercado. Contudo, alguns profissionais ainda enfrentam problemas, pois aplicam medidas equivocadas, que não consideram os instintos dos animais.

Este post vai ajudá-lo a entender mais sobre o papel do manejo do gado em sua fazenda, mostrando 3 dicas práticas sobre o assunto. Então, tenha atenção em sua leitura e aproveite!

Saiba o que é o manejo de gado racional

O chamado manejo “nada nas mãos” é um conceito que vem ganhando cada vez mais espaço no mercado. Essa metodologia analisa o comportamento natural do animal e faz de tudo para evitar os níveis de estresse do rebanho.

A partir da linguagem corporal dos bovinos, é possível condicionar o curral e fazer com que os profissionais responsáveis lidem com os animais corretamente. Desse modo, é criado um relacionamento de confiança entre o gado e o criador, facilitando o trabalho em sua fazenda.

O bovino é uma espécie fácil de ser liderada desde que técnicas corretas sejam aplicadas. Como ele é um seguidor por natureza, a falta de um líder pode complicar a sua tomada de decisões. Em muitas situações, basta o primeiro animal passar pelo portão que todo o rebanho segue a mesma direção — isso quer dizer que os seus esforços devem ser direcionados à frente do mote.

Entenda por que ele é tão importante

Muitos fazendeiros ainda acreditam na famosa expressão “tocar o gado” na gestão no campo. Na verdade, é preciso entender que o manejo deve estar associado à interação entre os homens e os animais. Ao não entender o comportamento deles, você eleva os níveis de estresse, não respeita seus instintos e cria um ambiente tumultuado. Os produtores que fazem uma boa manipulação alcançam os seguintes objetivos:

Garantia de qualidade

Animais estressados têm elevados níveis de cortisol em seus organismos. Como consequência disso, os processos de vacinação, por exemplo, são comprometidos, já que a substância afeta o funcionamento do sistema imunológico.

Além disso, os níveis de adrenalina se elevam quando o rebanho está nervoso e as chances de um animal se machucar ou bater nas estruturas aumentam. Dessa forma, ao adotar o manejo do gado, você evita esses e outros problemas em sua rotina de trabalho. Essas questões parecem simples, mas elas garantem a saúde do bando e a qualidade na produção de carne.

Não se esqueça que o trabalho fica mais prazeroso para seus funcionários também. Quando homens e animais vivem em harmonia, tem-se mais intimidade com os bovinos, e é possível tomar atitudes com maior precisão e eficiência.

Maior controle reprodutivo

A Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) é uma prática amplamente utilizada nas fazendas nacionais, no qual são aplicados hormônios nas matrizes para que todas reiniciem o período fértil juntas. Contudo, níveis elevados de cortisol influenciam o desempenho da IATF e inibem a liberação dos hormônios reprodutivos, como o GNRH.

A aplicação do manejo de gado não deixa que essas situações aconteçam em sua fazenda, permitindo que todo o ciclo de reprodução do rebanho seja estável. Consequentemente, você consegue atender às demandas do mercado sem grandes dificuldades.

Mais qualidade de vida para o gado

Por último, mas não menos importante, a qualidade de vida do animal está diretamente relacionada às práticas utilizadas na fazenda. Isso porque o estresse causa problemas para o rebanho e seus funcionários. Portanto, é essencial enxergar o manejo como uma ferramenta que melhora o desempenho de todos.

Veja 3 principais práticas para fazer um manejo de gado

Abaixo, você encontra algumas medidas que não podem faltar em seu dia a dia de trabalho:

1. Sempre trabalhe pela frente do gado

Alguns fazendeiros ainda acham que devem fazer pressão por trás dos animais. Essa medida, além de estressá-los, não permite que o rebanho enxergue seus profissionais. O gado precisa sempre avistar o manejador e para onde ele deve andar. Ao se posicionar corretamente, é possível mostrar o caminho a ser percorrido.

Lembre-se também de intercalar momentos de pressão e alívio — ou seja, quando ele responde aos seus comandos e se movimenta, você deve aliviar a pressão. Essa medida faz com que o animal se mova com eficiência e caminhe no curral, e nunca corra.

Tenha em mente que quanto mais o gado passar por você, maior será o nível de confiança. Como o bovino age por instinto, se nada de errado acontecer, ele se sente bem ao seguir seus comandos.

2. Treine funcionários

A equipe de trabalho da fazenda precisa entender o comportamento de cada animal e tomar atitudes corretas. Afinal, de nada adianta, por exemplo, ficar nervoso caso o rebanho não escute as ordens dadas. Isso quer dizer que todos os profissionais envolvidos devem estar calmos e posicionados corretamente no curral. Desse modo, é essencial realizar treinamentos e prezar pelo diálogo.

3. Trabalhe com uma equipe enxuta

Outro ponto essencial está relacionado à quantidade de pessoas dentro do curral, pois a presença de muitos colaboradores mais atrapalha do que ajuda o manejo de gado.

Se existem três pessoas comandando o rebanho, por exemplo, os animais podem ficar confusos e não saberem em quem devem focar. Sendo assim, um profissional bem treinado consegue manejar sozinho os bovinos e ter mais eficiência em seus comandos.

Ao ler este conteúdo, você entendeu mais sobre a importância do manejo do gado e como boas práticas fazem toda a diferença no desempenho de sua fazenda. A partir de agora, faça de tudo para mudar a sua postura e utilize medidas que visam o bem-estar dos animais e dos funcionários do negócio.

Técnicas antiquadas, como o uso de porta giratória e bandeirinhas, apenas estressa o rebanho. E como resultado disso, a qualidade da carne é reduzida e a produção é comprometida.

O chamado manejo “nada nas mãos” surge como uma ótima solução para esses casos, uma vez que ele considera os instintos e a linguagem corporal do gado. Além disso, certas atitudes, como ter funcionários capacitados e a presença de poucas pessoas no curral fazem toda a diferença para a obtenção de resultados melhores.

Gostou do nosso post? Este conteúdo foi produzido em parceria com Adriane Zart, Médica Veterinária e Diretora técnica em bem-estar animal na Personal PEC

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